Entrevista – Teatro de Animação ou Formas Animadas, uma possibilidade terapêutica

Quando estava fazendo  minha pós (latu senso) em arte-terapia: terapias expressivas em 2011, enviei para alguns pesquisadores do Teatro de Animação ou Formas Animadas um questionário com perguntas referentes a este fazer com o objetivo de entender/identificar como utilizar os mecanismos deste teatro – criação de uma história, confecção ou escolha de materiais, o processo de anima, etc – dentro de um ATELIÊ TERAPÊUTICO[1]. Na época, as respostas obtidas não foram suficientes para uma análise e utilização dentro da minha pesquisa.

Resolvi agora compartilhar com vocês algumas respostas que obtive para uma reflexão por este canal. Uma forma de dar uma funcionalidade para este blog. Quero agradecer essas pessoas que responderam prontamente a minha solicitação e, de alguma forma, contribuíram para minha reflexão na pesquisa.

 ENTREVISTA

 “A arte é um caminho novo, único ao exteriorizar a interpretação-síntese da experiência pessoal. Esta expressão é fruto das atividades conscientes e inconsciente de apreensão do mundo objetivo enquanto elaboração desse impacto no mundo interno do indivíduo. O ato de criar e o produto da criação tornam-se o porta-voz da tentativa de resolução do choque entre o que se apresenta ao indivíduo advindo da realidade objetiva e a maneira deste compreendê-la.”

(Terapias Expressivas” ANDRADE,Liomar Quinto. 2000, p.33)


1 – Qual a sua definição de teatro de animação?

Fábio Parpinelli (CIA PATÉTICA):

É a arte que possibilita dar vida, personificar e animar qualquer coisa. Não há limites no Teatro de Animação. O ator – mais do que ser imprescindível – torna-se um canal de transmissão, uma fonte de vida para criar “outras vidas”.

Hermes Perdigão (BONECOS HERMES):

O animar , dar vida ao inanimado, com emoção.

Luiz André Cherubini (GRUPO SOBREVENTO):

Teatro de Animação é um termo cunhado e difundido no Brasil por artistas que queriam ver os limites do Teatro de Bonecos expandidos, por verem os seus trabalhos representados por este termo. A ideia de animação seria dar vida tanto a bonecos, quanto a objetos, formas, máscaras e figuras que não pudessem ser entendidas, a rigor, como bonecos.

Verônica Gerchman (MORPHEUS TEATRO):

É quando o ator dá vida a qualquer coisa que seja inanimada: Um boneco, objeto, uma sombra e até uma parte do seu corpo. A força expressiva é transferida para algo que é intermediário entre o ator e o público.

Rubinho Louzada (BONECOS URBANOS):

Expressão artística de dar a vida e a “ânima” a seres e objetos inaminados


2- Qual é o seu “ponto de partida” para construir um espetáculo? 

Fábio Parpinelli:

Querer falar, dialogar, discutir ou simplesmente mostrar um assunto/tema que a mim e ao meu grupo pareça importante ou nos toque de alguma maneira.

Hermes Perdigão:

O cotidiano me inspira muito, a minha infância e as imagens que vejo.

Luiz André Cherubini:

O Sobrevento toma diferentes pontos de partida em diferentes espetáculos. E acredita que a tomada de diferentes pontos de partida, bem como de diferentes processos de encenação, provocam diferentes resultados. Para obter diferentes resultados, opta, conscientemente, por tomar diferentes pontos de partida. Além disto, o processo de criação do Sobrevento sempre envolve o cruzamento, a interseção de diferentes elementos – não a sua sobreposição -, o que gera sempre resultados inesperados e provocadores.

Rubinho Louzada:

Existem diversos modos pelos quais inicio um espetáculo, a partir de uma história que escutei; de um livro que li; através de um boneco que construí e comecei a brincar e dar vida; diretamente de um texto ou autor que quero montar e, em alguns casos, é totalmente pesquisa para desenvolvimento de um tema que quero falar ou que alguém me peça para elaborar, mas na maioria das vezes o ponto de partida é a “inspiração”.

Verônica Gerchman:

No trabalho com a Cia Truks, sempre partimos de um roteiro que ao longo do processo passava por alterações, mas que norteava a construção dos bonecos e o início do processo de por em cena. Já no Morpheus teatro, na montagem do espetáculo “Pequenas coisas”, partimos de imagens disparadoras que nos pareciam “quentes”. Com essas imagens, construíamos os bonecos e adereços, e depois experimentávamos ações e estímulos musicais nos ensaios. Filmávamos tudo para ter uma “ideia” do que se desenhava visto de fora. Assim fomos construindo a dramaturgia das cenas que compõe o espetáculo.


3 – No processo de montagem de um espetáculo é possível, para os envolvidos, rever questões pessoais, transformá-las em um produto estético e resinificá-las para sua vida? No seu fazer, já experienciou isso?

Fábio Parpinelli:

Acredito que tudo que crio inevitavelmente parte de mim: do que estou sentindo, pensando, observando… Não há como querer expressar ou comunicar algo se isto estiver distante ou não fizer sentido primeiro para mim. Não que a intenção seja curar, resolver ou livrar-me disto. Não é terapia. Para utilizar algum tema, querer falar alguma coisa preciso reconhecer também que isto está dentro de outras pessoas, desperta um interesse de dialogar, de compreender.

Hermes Perdigão:

Claro, a minha vó e minha mãe são pontos constantes.

Luiz André Cherubini:

A criação artística, a nosso ver, é fruto de um trabalho de expressão pessoal. Cobramos dos artistas um posicionamento frente aos trabalhos propostos, fruto de suas experiências e suas escolhas, mesmo em trabalhos que pareçam muito simples, muito técnicos, muito mecânicos. Também em grupo, esta expressão pessoal é cobrada e esta tem que modificar-se ao contexto, ao grupo, aos objetivos do trabalho. Espera-se que um trabalho modifique o ator, do mesmo modo que o espectador, afinal de contas esta é a razão mesma de nosso fazer teatral.

Rubinho Louzada:

Acredito que exista essa possibilidade e em algumas oficinas que ministro já utilizo um pouco essa estrutura pedindo aos envolvidos que tragam histórias do seu dia-a-dia para desenvolvermos a montagem dos bonecos e esquetes. Nunca fui ao fundo dos resultados “pós-oficina”, mas o que se vê no período de realização das oficinas, é uma reflexão do grupo sobre cada história.

Verônica Gerchman:

Penso que todo artista leva a sua bagagem pessoal no encontro com o processo criativo. Qualquer atividade que transita no SENSÍVEL  tem essa potência, e ao meu ver, como o ato criativo é transformador, ele por si só carrega efeitos catárticos e porque não dizer de cura. A cena final do espetáculo “Pequenas coisas” é baseada em um fato real, o falecimento de meu Pai. Nos apropriamos da imagem de uma cena vivida, e a transformamos em algo poético. E durante o processo dos ensaios, realizei uma catarse de minha tristeza e luto.


4 – Você vê no teatro de animação possibilidades de uso dentro de um ateliê terapêutico? Por quê?

Fábio Parpinelli:

Sem dúvida. De início, para animar algo simplesmente pelo movimento, pelos gestos, é necessário saber como reproduzir esse movimento/gesto. Ou seja, você mesmo torna-se o parâmetro, a referência para realizar o movimento. Além disso, quando me proponho a realizar algo, sobretudo artístico, preciso necessariamente saber o que quero dizer? O que vale à pena dizer? E outras tantas perguntas que, aliadas ao gesto/expressividade pelo movimento me obrigam a me conhecer, me escutar, me olhar… auto-conhecimento, indiscutivelmente. No Teatro de Animação ainda há a questão do trabalho em grupo: a necessidade do treinamento coletivo, aprender a “respirar” junto, a perceber o outro, etc. E também, o objeto animado ou boneco acaba se tornando uma projeção do manipulador, ou seja, você tem o imediato distanciamento daquilo que está criando, com a possibilidade de se ver e se reconhecer fora de si mesmo.

Hermes Perdigão:

Sim. As emoções internas podem ser afloradas, e despertar para o animar. O momento íntimo para a criação

Luiz André Cherubini:

Sim. São muitos os relatos de experiências bem sucedidas de cruzamento entre arte e terapia. Fala-se, no campo do Teatro de Animação, em Marioneteterapia, uma área que vem-se desenvolvendo muito, também no Brasil, capitaneada por Elizabete Gil Bolfer, de Curitiba. Acreditamos em resultados eficazes porque acreditamos na importância do Teatro. Os bonecos são figuras arquetípicas, com significados atávicos, profundamente arraigadas em nossa Cultura, em nosso inconsciente e também nisto reside a grande força do Teatro de Animação. A ideia de representação, a idéia de jogo, a ideia de ritual, a idéia de festa e celebração, entre muitas idéias que o Teatro traz também são significativas para um trabalho terapêutico.

Rubinho Louzada:

Ao meu ver esse tipo de terapia já é utilizado através do “PSICODRAMA”, onde se utilizam do TEATRO para obter resultados terapêuticos, e o “Teatro de animação” é teatro como todos os outros, é uma linguagem teatral. A diferença é que utilizamos de ferramentas e meios de expressão diferentes para dramatização das histórias. Talvez o que o teatro de animação possa acrescentar é a junção da “Terapia Ocupacional” no desenvolvimento das técnicas de construção dos bonecos e manuseio de seus materiais, com o “Psicodrama” ao desenvolver as histórias e realizar essas encenações.

Verônica Gerchman:

Penso que o teatro de animação tem uma grande vantagem em um processo terapêutico, pois ele se utiliza de um objeto intermediário entre aquele que se expressa (paciente) com o expectador(Terapeuta, grupo, etc…). A partir do momento em que se é, e ao mesmo tempo não se é aquele personagem( que é a condição do ator-manipulador), para aquele que se expõe é menos ameaçador, e possibilita uma auto observação que é fundamental para o processo terapêutico.


5 – Dentro das possibilidades (máscaras, objetos, bonecos, etc…) deste teatro, você destacaria uma para este fim?

Fábio Parpinelli:

Acho que tudo parte da tal questão “o que quero dizer com isso?”. A partir do momento que a finalidade do que você está criando é clara para você mesmo a necessidade de cada uma das possibilidades se fará presente.  A máscara está ligada ao corpo humano. Ela sempre representará uma expressão do corpo, da personagem, do humano. O objeto necessita inevitavelmente de um sentido para ser utilizado, já que ele possui originalmente o seu significado. Já o boneco, como ele será criado, pode ser o que quiser de acordo com a imaginação e a finalidade proposta.

Hermes Perdigão:

Os Objetos  e bonecos.

Luiz André Cherubini:

Todas, cada uma com sua particularidade e potencialidade.

Rubinho Louzada:

Nenhuma! Se você tiver como base que todas são “TEATRO”.

Verônica Gerchman:

Na verdade, o teatro em geral é uma dinâmica muito proveitosa para o processo terapêutico, pois tem a capacidade de liberar emoções. Mas dependendo da timidez e do retraimento do indivíduo, o uso de bonecos, das mascaras, dos objetos se transforma em um  facilitador para a livre expressão, mais do que se expor utilizando seu corpo em evidência. Tenho um exemplo para dar: Claudio Saltini, além de grande bonequeiro, é um grande professor de teatro. Ele dava aulas em uma grande escola de SP, que tinha uma turma “problemática”, tipo a turma de patinhos feios, que era muito tímida e que não produzia nada em função desta dificuldade. Ele se utilizou do teatro de bonecos com esses jovens, que através da manipulação direta, inspirada no Bunraku se encontraram! Atrás dos bonecos, esses alunos se sentiam seguros em se expor e se expressar. Criaram o texto, e ficaram afiadíssimos na técnica, que consiste em três manipuladores movimentarem um mesmo boneco com movimentos humanos. Final da história: Eles viraram cisnes, a turma popular da escola! Depois desse processo, muitos deles se aventuraram no teatro de ator, pois se sentiam mais seguros após terem vivenciado algo tão positivo.


6 – Dentro do seu atelier de trabalho, durante o processo de confecção do material cênico (bonecos, etc…), dos materiais utilizados, qual desperta nas pessoas “a língua solta”, a vontade de falar?

Fábio Parpinelli:

Embora estejamos buscando a economia das falas, até o presente momento a palavra/o texto tem sido importante em nossos trabalhos. Um dos nossos objetivos é criar um espetáculo que apenas pela imagem consiga expressar tudo o que diríamos através de um texto. Qualquer boneco, adereço ou material que possua ou sugira uma boca desperta a vontade da fala.

Hermes Perdigão:

Ainda não havia pensado nisso.

Luiz André Cherubini:

Nossa relação com os bonecos não é exatamente “animista”. Temos os bonecos, em nosso trabalho teatral, como um objeto cênico, com o qual buscamos uma relação artística, em busca da uma determinada expressão pessoal e uma determinada comunicação com o público. Nossos bonecos não têm nome, nem são tratados como santos, como bibelôs, como ícones, mas como objetos de cena. Nao temos um carinho especial pelos bonecos, mas um cuidado com eles semelhante ao que temos com um figurino ou com qualquer peça do cenário. Não sei se entendi bem a pergunta, porém, algumas técnicas de manipulação, algumas formas de animação ou alguns bonecos propõem estilizações particulares – por questões culturais, tradicionais, mecânicas – e permitem a utilização de texto falado, melhor que outros. Assim, um fantoche está mais fadado ao texto falado que, por exemplo, bonecos ou formas teatrais que impõem mais distância do público, menos interatividade (por virtuosos, solenes, eruditos, etc…), como certas marionetes de fio, de manipulação direta e de sombra.

Rubinho Louzada:

O boneco, seja com características humanas ou animais humanoides.

Verônica Gerchman:

De novo estamos falando do universo do SENSÍVEL. Não tem como não acordar lembranças, memórias da vida de cada um. E é claro que ao trabalharmos em grupo, acabamos compartilhando essas vivências durante a criação.


7 – Você já teve oportunidade de empregar seu ofício numa situação terapêutica ou situação parecida?

Fábio Parpinelli:

Acho que o mais próximo que chegamos dessa situação foi em oficinas e é muito interessante observar as crianças “construindo” seu próprio boneco e se apropriando dele, criando sua história a sua maneira, dando vida e acreditando no poder daquele “material/objeto”.

Hermes Perdigão:

Ainda não, mas é um bom começo.

Luiz André Cherubini:

Este não é o foco de nosso trabalho, mas já fizemos espetáculos em hospitais – gerais e infantis, inclusive psiquiátricos -, asilos, entidades de apoio a deficientes – físicos e mentais, presídios, etc.

Rubinho Louzada:

Nas oficinas que ministro e que já mencionei acima, mas eu não faço “terapia”, me utilizo dela para o fazer teatral.

Verônica Gerchman:

Com o espetáculo “Pequenas coisas” que apresentamos para a terceira idade em Marília(SP). A peça foi uma sensibilização antes de uma palestra com um médico que falaria sobre envelhecimento e morte. Foi muito forte a reação do público, e da mobilização do próprio médico que colocou um tom mais emocionado na palestra, como ele mesmo observou. Essa capacidade que a arte tem de nos conectar com as emoções e nos “humanizar” é potente!


8 – E a platéia nos seus espetáculos? Você já percebeu algum tipo de envolvimento emocional ou teve retorno da platéia quanto à significação do espetáculo ou um momento dele?

Fábio Parpinelli:

Sim, várias vezes. Acho que a dimensão do trabalho que realizamos vai muito além do que imaginamos, pois normalmente criamos um espetáculo/contação/intervenção a partir de uma idéia, de uma sensação e no contato com o público notamos que as percepções são tão diversas e diferentes até mesmo do que foi imaginado no momento da criação que fica difícil definir quais sentidos foram tocados e o que esse contato significou para cada um. Inclusive para nós que repetimos o mesmo trabalho várias vezes e, mesmo assim, pelo contato com o público, somos tocados de maneiras diferente.

Hermes Perdigão:

Sim, o sorriso do expectador é o nosso maior incentivo. Os olhos falam, são imagens poéticas

Luiz André Cherubini:

Frequente ou habitualmente. Esta é a própria busca e razão de ser de nosso trabalho. Quando isto não se dá, sentimo-nos frustrados. Entendemos por envolvimento emocional, porém, um campo bem amplo de emoções, sensações, participação, interação, entendimento.

Rubinho Louzada:

Sim, muitas vezes!

Verônica Gerchman:

Sim, principalmente quando os espetáculos aconteceram com a alma presente. E é isso que ansiamos como artistas. Conectar com o público através das emoções que pertencem a todos nós. Quando alguém ao final do espetáculo vem ao nosso encontro querendo expressar o que sentiu, é a nossa maior alegria e o maior pagamento, pois é sinal que nos encontramos naquele momento e isso é sagrado.


9 – Você vê no objeto (o que é posto diante de si) possibilidade de ser um mediador/intermediário de comunicação no teatro? E dentro de um ateliê terapêutico?

Fábio Parpinelli:

Em ambos acho que a possibilidade de comunicação é total. Basta criar um jogo, colocar uma idéia, incentivar a troca, querer se relacionar. O objeto, na maioria das vezes, é um mediador até mais interessante do que o contato direto, pois a fantasia/a imaginação necessárias para “brincar”, para acreditar abrem um universo infinito de possibilidades de comunicação.

Hermes Perdigão:

Com certeza. A criatividade é uma grande aliada, este momento de ter o tempo para criar e pensar e muito significativo, sair do meio em que vive e ter um espaço específico, muda muito.

Luiz André Cherubini:

Sim, quer seja de uma forma mais animizada, mais reificada, mais concreta; quer seja, simplesmente, de uma forma mais mecânica, como uma peça a mais do jogo teatral. Do mesmo modo, no ateliê terapêutico, por tudo o que dissemos anteriromente. Podemos ter no boneco um totem ou um mero objeto, com diferentes e igualmente importantes resultados, tanto no campo artístico quanto terapêutico, se é que não existe uma ponte entre eles ou se é que existe efetivamente uma fronteira entre eles (coisa de que chegamos a duvidar, a não ser por um propósito mais imediato ou pela busca de um efeito particular).

Rubinho Louzada:

Sim, para ambas as questões! Mas não podemos nos esquecer que se não for “TEATRO” as técnicas não podem substituir o profissional de terapia ou educador, eu sempre digo nas oficinas que realizo para educadores que o boneco é “ferramenta” e não “professor”!

Verônica Gerchman:

Respondido na pergunta 4.


[1] Espaço voltado para o autoconhecimento e à expressão pessoal. Permite uma relação de escuta, de diálogo entre terapeuta e cliente, tendo como veículo a prática de oficinas artísticas/de criação, proporcionando a comunicação de conteúdos inconscientes e conteúdos conscientes que foram sendo constituídos ao longo da existência humana, trazendo-os para diante do olhar do cliente através da expressão artística, levando-o a refletir, interagir, dialogar e elaborar. Os atendimentos podem ser individuais ou em grupos.

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