ESPETÁCULO GRATUITO 

 

“Preciso de muitos silêncios para tantas leituras. Ao sentar com as luzes acesas e sapatos no chão dispostos em fila, eu e filho a interrogar quem eramos nós. Ali, entre os pares. Como quase agora na fila antes da entrada. Cada um no seu, tão sozinho. Feliz por tudo ter sido dito sem palavras. Por mais que as ame, elas faltariam perante tamanha poética. 
Me vi. Vi tantas e tantos.Chorei, sem motivo aparente. Sem razão.Por desabafo! O patético exercício humano de desumanizar a vida me tocou para não mais vacilar. A luz acesa anuncia que a peça acabou. Outra ilusão! A bailarina ainda me pede para acender a luz da caixa casa. Acendi uma luz em mim. Completou o que restava para transbordar. O frio da cidade sobre os pensamentos. De volta ao interior. Meu filho soltou comparações, nomeou algumas dores, e o silêncio da estrada nos deixou parados na retrospectivas das cenas. Aquilo tudo ainda continua em nós. Estou maravilhada! [Susana Diniz]

“Achei tudo bem poético no sentido de criar imagens que dizem mais do que realmente mostram, aprendi como o silêncio dos objetos dizem muito, quase gritam memórias. Para mim foi uma aula de poesia.” [Bobby Baq]

“Após assistir ao espetáculo, me ocorre lhes dizer que ‘Só’ é uma obra sensível de linguagem potente onde a forma estética e o conteúdo poético, não se esvaem em divisão. Na paisagem humana que se constrói ali, somos levados a reconhecer a fragilidade e o abandono que existe dentro de nós. A encenação nos transporta para uma moldura viva, na qual partilhamos de significados, sem nem precisar dizer. Por um instante, mergulhamos nas angústias e no silêncio do mundo no qual a nossa vida supostamente está. É assim que ‘Só’ nos leva a refletir sobre a nossa fragilidade e vazio. E mesmo que amanhã seja o dia de reencontrar as rotinas de sempre… Mesmo que amanhã, seja o dia de voltar a ser só mais um anônimo caminhando por essa cidade… ‘Só’ nos faz acreditar que amanhã também pode ser o dia em que algo de novo, dentro de nós, irá florescer. Obrigado por nos proporcionar esse espetáculo que nos convoca, que nos provoca e que, assim, nos emociona!” [André Luis Silva]

  

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